sábado, 9 de agosto de 2008

Oo

=/

Deveria ter algo mais a dizer depois de tanto tempo sem escrever...
Mas o silêncio me consome, pela primeira vez na vida, eu acho.
As palavras fogem de dentro de mim, e tudo quanto tenho a dizer é "a dúvida e o medo me cercam como urubus cercam a carniça."

Quero chorar, mas não consigo, quero vomitar tudo isso, me vomitar, pois tenho nojo de mim, teho nojo de tudo isso.

A vida eh uma piada mesmo, piada mal contada. É uma maldita peça com péssimos atores e a minha nem sequer tem uma boa história.

Nostalgia chega até mim.

Eu quero apenas gritar, tão alto até a voz faltar, gritar o que há em mim.

Silêncio eu acho, mas não sei.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Longe demais.


"Te quis pra minha vida, todo o tempo esperei
E vida agora está em torno de você
Amanhã é longe demais
Pra quem não tem a eternidade"

terça-feira, 8 de julho de 2008

São os outros ou somos nós?

Inferno

Nação Zumbi

Composição: Jorge Du Peixe

O inferno nem é tão longe
Bem depois de onde nada se esconde
Mais perto do que distante
Não demora muito e ele chega pra qualquer um

No coração das trevas estou
E já não tenho mais direção
Num labirinto sem cheiro e sem cor
E o braseiro acendendo o chão

O inferno nem é tão longe
Bem depois de onde nada se esconde
Mais perto do que distante
Não demora muito e ele chega pra qualquer um

O paraíso nunca vem de graça
E quando chega, nem demora tanto

oO

Eu tava afim de escrever um monte de coisa, mas tô triste demais pra isso...
Em momentos assim, as palavras fogem da gente, dá um nó na garganta, sei lá o que é isso.
Eu queria era rir disso tudo, e sei que um dia vou fazer isso, olhar para trás e pensar "mas que merda" e isso vai ser muito reconfortante!
E tem tanto
isso nesse post, avemaria!

Eu sou assim, não sou do tipo que passa muito tempo triste por qualquer coisa, não mesmo. Eu guardo apenas os sentimentos bons, os maus eu deixo para trás...
E por mais que atitudes alheias venham a nos machucar, são perfeitamente compreensíveis... penso sempre assim "talvez eu também fizesse isso".

Uma coisa eu aprendi,
não se pode obrigar alguém a gostar de você, isso tem que partir dela, e de como você a cativou.

Muitas pessoas passam do nosso lado todos os dias, e você não vai rever a maioria delas, portanto não lhe deve satisfações, mas tem aquelas que você verá todos os dias da vida, e é com essas que eu me preocupo, são a elas que dedico meu tempo e carinho. Mas juntando todas, as que você conhece, as que você não conhece, nenhuma delas é capaz de te ver por dentro, só você pode fazer isso.
E é primordial que antes de conhecer ao outro, você conheça a si mesmo.
"
Conhece-te a ti mesmo e assim poderás vir a conhecer a profundidade de todas as coisas."
Você tem que se amar, antes de amar o outro, você em primeiro lugar, sempre.
E é por pensar assim que
hoje tomei uma decisão, simplesmente parar de esperar.
Disse hoje de manhã e repito "
Espero sempre o pior, se o melhor vir, fiquei no lucro, se não, já estava acostumada com a idéia, então não fará muita diferença."

Acho que é isso.

.

Eu só digo é uma coisa... um dia a máscara cai.

E só pergunto uma coisa... será que tudo que tenho é realmente meu?

Pra terminar eu afirmo uma coisa... não existe realidade, apenas provas de realidade.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Cap 21 - O pequeno príncipe

"Dedicado à quem faz meus dias mais vivos, quem me faz feliz com simples gestos, quem me faz dormir esperando acordar só pra ter o prazer de revê-lo, quem me cativou com um simples olhar, quem desde os primeiros cinco minutos, me fez saber que iria ser meu amado para sempre."

* Espero que tenhas paciência pra ler ^^


E foi então que apareceu a raposa:

- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:

- Que quer dizer “cativar”?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer “cativar”?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa “criar laços…”
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo…
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor… eu creio que ela me cativou…
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra…
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo…

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor… cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto…

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse…
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:

- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele…
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…
- Eu sou responsável pela minha rosa… repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.