sábado, 26 de setembro de 2009

Afogando as mágoas.

Como é que eu começo dizendo isso? Pra não parecer assim, sentimental demais?
Acho que não tem como... então, como todas vezes, eu evitarei falar?
Calarei.
Eu sempre calo.
As palavras chegam até minha boca, nesse longo processo pensar-falar, e eu simplesmente as ignoro, as engulo.
O problema é que eu não te levo a sério, nem você a mim.
Decifrei nosso problema, se é que é problema... vejo mais como possibilidade.
Acho que com você sinto tudo de uma vez... raiva, amor, nojo, saudade, tesão, carinho, amizade...
Isso tá complexo demais pra mim.
E depois de hoje então...
Quantas reticências nesse maldito texto... é essa nossa subjetividade, novamente o problema, não temos objetividade nenhuma juntos.
Diria mais, não temos funcionalidade, é só mediocridade, comodidade e disponibilidade.
Idades, idades e idades, que temos demais e de menos, não temons exatamente nada no grau certo.
É isso mesmo, tá tudo errado aqui, e eu gosto e desgosto, é tudo de uma vez.
Ave Maria, de manhã faz calor e de noite frio.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Eu gosto de saber o que está acontecendo, uma pessoa antenada né?
Mas que nada.
Como saber do mundo quando não se sabe de si?
É ter sempre uma solução mágica para os problemas dos outros, aqueles problemas que estão distante, que não nos machucam de alguma forma... mas pra os que estão aqui dentro, os que nos esmagam por dentro, aqueles problemas que preferimos ficar inertes diantes deles... resolver? Jamais, seria muito complicado.
Talvez um sentimento de culpa por deixar que tão pouca coisa tome uma proporção tão grande dentro da gente... vai ver é preguiça mesmo.
Tenho preguiça de me jogar de cabeça, tenho preguiça de conversar, tenho preguiça de tentar viver... mas é claro! Nem da cama eu me levanto mais.
Parece que amarraram uma pedra no meu pé, e me deixaram aqui, nesse quarto, enclausurada. Quer dizer, fui eu mesma quem amarrou essa pedra.
Não quero, não quero resolver, não quero me preocupar mais, eu gosto das coisas como estão, é, eu sou acomodada. E quem não é?
Tem um dizer popular: é melhor um pássaro na mão do que dois voando. Pois bem, melhor não arriscar o nada que se tem.
E a quem eu quero enganar? Guardo aqui dentro do peito todas as minhas certezas, eu sei bem o que acontece, sei onde entrei, sei como começou e sei exatamente como vai terminar... aliás, talvez eu goste disso, não acaba nunca porque já se tornou outra coisa que não sei o que é. Não trabalho com a possibilidade do fim, isso seria o problema?
Não, não há problema nenhum, os problemas não existem, são apenas criação das nossas mentes doentias... e gritar não resolve nada, nem fumar 3 carteiras de cigarro.
Mas é claro que dói, como qualquer sentimento não-correspondido, como qualquer ferida aberta, mas eu aguento. Tô aqui, de peito aberto, pra dor e alegria, e o problema talvez seja esse, não se pode ser feliz todo dia... aceitar, aceitar, aceitar... repetir pra mim mesma, até me convencer disso.

domingo, 6 de setembro de 2009

Um dia me falaram de coisas que eu não podia fazer porque era mulher, bem não vem ao caso falar de tais coisas agora...
O caso é que, as pessoas colocam tantas regras e tantas cercas, questões de gênero, de classe, de idade, de raça... moramos num páis livre, ou não?
A liberdade não existe, é verdade, mas seria bom poder ao menos se iludir as vezes.
Até isso nos tomam, nos arrancam tudo, nos levam e nos deixam incapazes de proferirmos qualquer palavra que seja, isso é deveras frustrante.
Quando lutamos por algo que acreditamos somos tidos como ridículos, ridículos porque temos um ideal, ridículos porque não abaixamos a cabeça, ridículos por lutarmos.
Nos dizem todos os dias que o Brasil é um país sem esperança, que nunca vai mudar, pois bem, eu digo que essa mudança é possível e começa por você, começa com as suas atitudes, a mudança parte de dentro pra fora.
Se você é uma pessoa corrupta, como pode reclamar do que acontece no senado? Se você odeia falsidade como financia a pirataria?
Eu acho que não podemos reclamar daquilo que também fazemos.
Enfim, esse post não era pra isso, mas os pensamentos e minhas palavras correm feito bichos soltos, esse post era só pra dizer que eu não me rendo, que eu morro lutando pelo que eu acredito, que uma causa por menor que seja, é ainda assim uma causa e vale o tempo que emprego nela.
Esse post é pra dizer que eu tenho ideais, que eu tenho sim valores, que podem estar na contramão dos valores pré-estabelecidos, mas que mesmo assim lutarei por eles e derramarei até minha última gota de sangue.

Vivo ou morto, jamais escravo.

domingo, 23 de agosto de 2009

Uma celebração... o amor, a dor, a liberdade, tudo se uniu numa grande coisa só.
Nunca pensei em como era bom estar vivo, o simples fato de respirar, que coisa mais deliciosa...
Poder ouvir uma música boa, comer uma coisa gostosa, enfim... pequenas coisas me fazem perceber o quanto eh bom existir.
Claro, a dor tá aqui, a frustração, mas o que importa? Enquanto se está vivo, se pode continuar.

Eu digo a você, viva o melhor e o pior que o mundo puder te dar... lá na frente você vai ver que valeu à pena.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

É olhar as fotos, ouvir as músicas e lembrar, somente.
Se alguém soubesse o quanto isso me dói...
Sinceramente, eu achei que não fosse derramar tantas lágrimas, achei que fosse ser fácil recomeçar, pensei que ia dar pra esquecer...
Eu penso todos os dias em tudo o que eu não queria e tento me convencer que agi com sensatez, tento não me culpar e tento aceitar que tudo isso foi o melhor no momento.
Eu penso e repenso que mais pra frente ia ser inevitável... mas que mentira! Imagino mais como ia ser meu grande futuro feliz, o futuro que eu perdi por ser tão imatura, e impaciente, por ser macarrão instantâneo, 3 minutos e tá pronto. Talvez se eu fosse mais cabeça no lugar, se eu fosse menos explosiva, menos de momento, menos expontânea, quem sabe não estaria aqui, de frente pra essa tela vazia, derramando as lágrimas que eu nem tenho mais...
Ia evitar essa vida de tentar esquecer, talvez eu fosse mais feliz, enfim.





"Eu vou ter que passar minha vida cantando uma só canção
Eu vou ter que aprender a viver sozinho na solidão
Eu vou ter que lembrar tantas vezes o riso dos olhos seus
Eu vou ter que passar minha vida tentando esquecer este adeus
Eu vou ter que esquecer seu sorriso e o pranto dos olhos meus
Eu vou ter que esquecer seu olhar na hora do adeus
Eu vou ter que esquecer minha vida
Só você não percebe por que
Eu vou ter que passar minha vida esquecendo você"

(Esquecendo você - Tom Jobim)

sábado, 11 de julho de 2009

Tudo fica tentando me fazer acreditar que o amor é sim uma coisa boa.
Não acredito nos dias, nem nas pessoas... não, eu não quero mais isso de amor pra minha vida.
Certa vez ouvi em algum lugar que amor só de pai e mãe. Bem, estou aqui, assinando em baixo...
Amar dói, amar machuca... o amor quando vai embora leva com ele uma parte da alma da gente, e como faz pra seguir adiante, seguir na vida sem amor?
Tá, devo admitir que fui feliz enquanto amei, eu amei sim da melhor maneira que eu pude amar. Eu me entreguei e eu me esforcei pra fazer esse tal de amor dar certo, eu queria contrariar as estatísticas...
Não, na verdade eu só queria mesmo era amar, e ser amada em troca.
Devo dizer que consegui, eu fui feliz, quando eu amei foi de verdade, cada sorriso e cada toque, foi tudo real.
Me disseram que o amor acaba, bem, eu não acredito nisso não.
Meu amor continua aqui, intacto, eu vou guardar ele, vou ficar sem tocar por longos tempos, e ele vai se tornar uma lembrança... uma lembrança tão boa, que vai trazer saudade toda vez que eu pensar...
Essa foi a forma mais bonita que eu achei pra acabar com o amor... esconder ele aqui dentro de mim...
Vão aparecer pessoas (muitas, eu sei), e eu vou gostar delas, eu vou me sentir bem, e eu vou querer estar junto, vou querer abraçar, mas sei que não vou amá-las... só se ama de verdade uma vez na vida. Mesmo a gente estragando esse amor, tentando acabar com ele, destruindo tudo... esmagando o sentimento outrora recíproco... só se ama uma vez. Mesmo a gente cometendo erros, se arrependendo, querendo matar a outra pessoa, querendo machucar mesmo... só se ama uma vez.
O amor é puro, ele não busca se satisfazer... meu amor só quer ver "meu amor" feliz, mesmo que pra isso ele tenha que se esconder na caverna mais profunda...
Ah... existem tantas formas de amar... e eu amo tanto, eu amo o tempo todo, eu amo a cada lembrança... não, não estou me apegando a elas como forma de reviver o que passou.
Minhas lembranças são felizes, vou guardá-las juntos do amor, talvez um dia eu use ele de novo, só o tempo vai dizer... adoro o tempo, ele resolve tudo por mim.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Anos depois estou de volta.
Nesse corpo.
Os sentidos...
Viva.
Tantas cores, o cortejo... a corte, o corte.
Palavras, vento, chuva... a paz de espírito.
Os carros cantam pneus, as pessoas cantam os carros... e os pneus o que fazem? Nos conduzem.
Não tenho métrica, não tenho rima, mas eu sei sentir.
Furam o olho, furam o gato, o gato sem olho, e o olho do gato.
Tem uma árvore ali na frente, ela não se meche, mas ela é bonita!
Sim, eu sei sentir,
a vida.
Há vida, nesse corpo.

Déborah Henrique