sábado, 11 de julho de 2009

Tudo fica tentando me fazer acreditar que o amor é sim uma coisa boa.
Não acredito nos dias, nem nas pessoas... não, eu não quero mais isso de amor pra minha vida.
Certa vez ouvi em algum lugar que amor só de pai e mãe. Bem, estou aqui, assinando em baixo...
Amar dói, amar machuca... o amor quando vai embora leva com ele uma parte da alma da gente, e como faz pra seguir adiante, seguir na vida sem amor?
Tá, devo admitir que fui feliz enquanto amei, eu amei sim da melhor maneira que eu pude amar. Eu me entreguei e eu me esforcei pra fazer esse tal de amor dar certo, eu queria contrariar as estatísticas...
Não, na verdade eu só queria mesmo era amar, e ser amada em troca.
Devo dizer que consegui, eu fui feliz, quando eu amei foi de verdade, cada sorriso e cada toque, foi tudo real.
Me disseram que o amor acaba, bem, eu não acredito nisso não.
Meu amor continua aqui, intacto, eu vou guardar ele, vou ficar sem tocar por longos tempos, e ele vai se tornar uma lembrança... uma lembrança tão boa, que vai trazer saudade toda vez que eu pensar...
Essa foi a forma mais bonita que eu achei pra acabar com o amor... esconder ele aqui dentro de mim...
Vão aparecer pessoas (muitas, eu sei), e eu vou gostar delas, eu vou me sentir bem, e eu vou querer estar junto, vou querer abraçar, mas sei que não vou amá-las... só se ama de verdade uma vez na vida. Mesmo a gente estragando esse amor, tentando acabar com ele, destruindo tudo... esmagando o sentimento outrora recíproco... só se ama uma vez. Mesmo a gente cometendo erros, se arrependendo, querendo matar a outra pessoa, querendo machucar mesmo... só se ama uma vez.
O amor é puro, ele não busca se satisfazer... meu amor só quer ver "meu amor" feliz, mesmo que pra isso ele tenha que se esconder na caverna mais profunda...
Ah... existem tantas formas de amar... e eu amo tanto, eu amo o tempo todo, eu amo a cada lembrança... não, não estou me apegando a elas como forma de reviver o que passou.
Minhas lembranças são felizes, vou guardá-las juntos do amor, talvez um dia eu use ele de novo, só o tempo vai dizer... adoro o tempo, ele resolve tudo por mim.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Anos depois estou de volta.
Nesse corpo.
Os sentidos...
Viva.
Tantas cores, o cortejo... a corte, o corte.
Palavras, vento, chuva... a paz de espírito.
Os carros cantam pneus, as pessoas cantam os carros... e os pneus o que fazem? Nos conduzem.
Não tenho métrica, não tenho rima, mas eu sei sentir.
Furam o olho, furam o gato, o gato sem olho, e o olho do gato.
Tem uma árvore ali na frente, ela não se meche, mas ela é bonita!
Sim, eu sei sentir,
a vida.
Há vida, nesse corpo.

Déborah Henrique

sábado, 30 de maio de 2009

Mudamos tudo em busca da felicidade, em busca do amor, ou até mesmo de paz.
As vezes nem dá certo...
Arriscamos tudo aquilo que já possuímos, coisas que conseguimos com tanto custo perdem o valor de repente... 
Trocamos a verdade pela mentira, o certo pelo duvidoso, e ainda nos orgulhamos disso.

Porque no começo tudo são flores, já dizia meu pai.

E como vamos saber quem realmente são as pessoas ou do que elas são capazes sem arriscarmos? Enfim, quando eu penso que não vou mais me surpreender com nada, nem com ninguém, aí acontece isso.

Eu não gosto mim, eu não gosto de você, eu não gosto de ninguém.

A vida é dura.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Eu só acho que as coisas deveriam ser ditas...
(vazio isso)
Só um desabafo.
Quando você sente que está sendo evitada, quando você sente que não há razão para estar.
Mas você só sente, é preciso que os fatos se esclareçam, para que ao invés de sentir, ou achar, a gente passe a ter certeza.
Um fim, um começo, isso são só palavras que não definem a si mesmas.
As pessoas são complicadas, e passam essa complicação pra quem tá perto.
Eu gosto do dito, do feito, do vivido...
Eu não complico nada, por favor, não venha você me complicar.

sábado, 16 de maio de 2009

"Mas eu te espero
porque o grito dos teus olhos
é mais
longo que o braço da floresta
e aparece atrás
dos montes, dos ventos
e dos edifícios
e o brilho do teu riso
é mais
quente que o sol do meio-dia
e mais e mais...

Mas eu te espero
na porta das manhãs porque
o grito dos teus olhos
é mais e mais e mais
e depois que você partiu
o mel da vida apodreceu na minha boca
apodreceu na minha boca."

(Dor e dor - Tom zé)







Mais uma dos meus grandes feitos... a gente sabe como termina, mas ainda assim, vai lá e faz.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Não há nada a ser esperado... nem desesperado.

Foi mais fácil do que eu achei que seria.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Nunca dizemos o que realmente queremos.
Palavras são bichos soltos.
Animais selvagens sempre estão prontos a dar o bote.
De tanto dar bote perdi a sensibilidade.
Afirmações... afirmações...
Algumas reticências para simplesmente prolongar o pensamento.
De tanto afirmar, me perdi no oco das afirmações.
Não afirmo o que realmente deveria ser afirmado.
Eu minto para mim mesma querendo ter a ilusão que mentiras repetidas várias vezes se transformarão magicamente em verdades.
Palavras são mesmo uns benditos animais selvagens, fazem um estrago descomunal na nossa realidade, essa tal realidade criada pra fantasiar nossas inconstâncias...
Sou uma confusão profunda.