sábado, 16 de maio de 2009

"Mas eu te espero
porque o grito dos teus olhos
é mais
longo que o braço da floresta
e aparece atrás
dos montes, dos ventos
e dos edifícios
e o brilho do teu riso
é mais
quente que o sol do meio-dia
e mais e mais...

Mas eu te espero
na porta das manhãs porque
o grito dos teus olhos
é mais e mais e mais
e depois que você partiu
o mel da vida apodreceu na minha boca
apodreceu na minha boca."

(Dor e dor - Tom zé)







Mais uma dos meus grandes feitos... a gente sabe como termina, mas ainda assim, vai lá e faz.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Não há nada a ser esperado... nem desesperado.

Foi mais fácil do que eu achei que seria.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Nunca dizemos o que realmente queremos.
Palavras são bichos soltos.
Animais selvagens sempre estão prontos a dar o bote.
De tanto dar bote perdi a sensibilidade.
Afirmações... afirmações...
Algumas reticências para simplesmente prolongar o pensamento.
De tanto afirmar, me perdi no oco das afirmações.
Não afirmo o que realmente deveria ser afirmado.
Eu minto para mim mesma querendo ter a ilusão que mentiras repetidas várias vezes se transformarão magicamente em verdades.
Palavras são mesmo uns benditos animais selvagens, fazem um estrago descomunal na nossa realidade, essa tal realidade criada pra fantasiar nossas inconstâncias...
Sou uma confusão profunda.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Eu queria que ao menos uma vez as pessoas dissessem aquilo que elas realmente querem me dizer, sem arrudeios.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Eu nunca soube tomar decisões, então não iria ser agora diferente.
Esse sorriso largo do meu rosto vai desaparecer uma hora ou outra, e aí eu vou perceber que eu estou errada, vou me arrepender e vai ser tarde demais.
É assim sempre, e pra sempre.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

você não entende nada/cotidiano.

E quero que você venha comigo... todo dia.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Brá e bru.

A solidão é meu cigarro
Não sei de nada e não sou de ninguém
Eu entro no meu carro e corro
Corro demais só pra te ver, meu bem
Um vinho, um travo amargo e morro
Eu sigo só porque é o que me convém
Minha canção é meu socorro
Se o mar virar sertão, o que é que tem?
Dias vão, dias vêm, uns em vão, outros nem
Quem saberá a cura do meu coração se não eu?
Não creio em santos e poetas
Perguntei tanto e ninguém nunca respondeu
Melhor é dar razão a quem perdoa
Melhor é dar perdão a quem perdeu
O amor é pedra no abismo
A meio-passo entre o mal e o bem
Com meus botões à noite cismo
Pra que os trilhos, se não passa o trem?
Os mortos sabem mais que os vivos
Sabem o gosto que a morte tem
Pra rir tem todos os motivos
Os seus segredos vão contar a quem?

(Cigarro - Zeca Baleiro)





É desse jeito.
Tenho certeza que a solidão me acompanha, na verdade, quem sempre está comigo é meu ego, maldito.