São quatro e trinta e cinco da manhã, segundo o meu relógio... não consegui dormir, o que parece óbvio. Assisti “A insustentável leveza do ser” a madrugada toda, lembre-me de não ver filmes com 4h de duração... pensei em você o tempo todo. Não, não é porque tem comunistas no filme (piada infame). Enfim, acabou o filme e ainda não consigo dormir, não tem ninguém aqui pra me contar uma história, nem ninguém pra me abraçar. Eu até trouxe Chino, mas não é a mesma coisa, queria você. Eu não sei direito o que escrever, não tenho facilidade pra dizer “eu te amo” muitas vezes seguidas, ou tenho facilidade pra escrever, bem, não sei o que quero dizer. Tínhamos conversado do quanto eu estava feliz e por isso não estava conseguindo escrever nada, estar feliz poda um pouco minha criatividade. Me acostumei com a melancolia, me acostumei a sentir medo, me acostumei a procurar sempre uma ponta de tristeza onde pudesse me esconder pra escrever. Estou um pouco triste agora, sinto saudade, e sinto medo também. Eu sinto tantas coisas que nem sei pontuá-las. Eu sinto tanto você, e não queria sentir, pelo menos não agora. Eu admito, gosto de ser triste, gosto de ser falsamente feliz, era o meu abrigo. Gosto de aparentar uma liberdade que não tenho, gosto de chorar quando fecho a porta do quarto, você já deve ter percebido. Eu sou estranha, e não sei se você agüenta isso. Existem milhares de pessoas lá fora, pessoas normais, que buscam a felicidade, que sentem facilidade em expressar o que sentem, pessoas bonitas, alegres, inteligentes, loiras, morenas, multicoloridas, muitas delas devem ser melhores do que eu, e eu sinto por você não poder descobrir isso. Eu me apaixono muito fácil, meu pai vive dizendo isso, na verdade, me apaixonava semanalmente. Talvez não seja minha culpa, é a diversidade que existe no mundo, coisas novas que a gente tem vontade de viver, mas que quando deixa de ser novo, perde a graça, e aí aparece outra coisa, que também perde a graça, porque nada é novo pra sempre, e isso é óbvio também. Em toda minha longa vida de quase vinte e um anos, só disse “eu te amo” para quatro pessoas, não foram boas experiências. Eu deixei e fui deixada, e fui deixada mais vezes do que deixei. Estou cansada. O amor me cansa as vezes. Amor me lembra felicidade, me lembra café da manhã na cama, que me lembra jogar milho pros pombos imundos da Pça da Bandeira e achar bonito. Amor tem gosto de café com leite condensado, e cuzcuz com soja. Amor é feliz como passear no Parque da Criança na hora que o sol está se pondo. Amor é bom, mas é também e-mails indesejados, ligações pros seus pais contando seus segredos, bocas gritando “puta”. Amor é bonito, mas é também conversa séria decidindo que o melhor é acabar com o amor. Eu não tenho medo de ser feliz, ou tenho, eu já não sei. Talvez eu seja boba e cheia de medos, cheias de traumas, cheia de pequenas loucuras. Mas sou cheia de vontades também, de sonhos, de palavras que querem sair de mim. É difícil, eu sou difícil, e eu nunca disse isso pra ninguém porque afinal de contas não se pega uma galinha assustando ela. Ontem a noite você disse que me amava, disse que queria ficar comigo pra sempre, quer uma filha, não agora, mas daqui a cinco anos. Eu quero acreditar em você, mas me entenda, não é fácil. Em toda a minha longa vida de quase vinte e um anos muitas pessoas se apaixonaram por mim, paixões semanais. Apenas 4 pessoas disseram que me amavam, me deixaram mais do que eu as deixei. Não quero ser deixada de novo, se é que você me entende. Ser deixada me faz desacreditar no amor, me faz ver tudo cinza, me faz escrever dias e dias a fio, emagrecer quilos, meu cabelo fica feio, e eu esqueço de fazer as unhas. Ser deixada me faz viajar pra São Paulo sem ter nada pra fazer lá. Ser deixada me faz querer comer o mundo todo e depois pedir uma moto. Ser deixada me deixa fria e vazia. Então, por favor, não me deixe. Sei que isso é pedir muito, mas estou de fato apaixonada por você. Mais que isso, eu amo você. Eu sinto medo de te perder. Sinto medo de acordar e não te ver, de não sentir teu cheiro, nem ver teu sorriso ou ouvir a tua voz. Sinto medo de não rir mais dos teus trejeitos, ou de nunca mais andar de mãos dadas. Eu te amo, por isso não me deixe. É muita responsabilidade, eu sei. É jogar responsabilidade nas suas costas brancas e tatuadas, mas não me deixe. Sei que isso de deixar é relativo, ninguém além de mim começa um relacionamento achando que ele vai acabar daqui a três semanas. Mas, por favor, quando você cair na real e perceber que no mundo existem pessoas multicoloridas e cinzas também, esperando por cor. Quando você quiser se misturar em cores, ser verde, roxo, marrom e vermelho, me avisa? Para que eu tente ser da cor que você gosta, pra eu não ter que ver você colorindo outras telas enquanto eu fico cinza e escrevendo dias a fio. Não quero te perder, eu te amo. Eu não sou perfeita, nem to querendo ser. Sou gorda e tenho cara de puberdade, cheia de espinha. A cor do meu cabelo ta caindo, e acho que meu pulmão deve estar preto, mas eu te amo. Te amo nas suas pequenas coisas, nas pequenas chatices, nos pequenos gestos, e talvez quando você não me amar mais eu ainda te ame. Eu quero que dure, dure tipo, enquanto eu estiver viva. Vamos comigo? Vamos nessa casa com geladeira redonda, e fogão redondo também. Com dois filhos, eu quero uma menina e um menino. E eles tem que ser da minha cor e ter teu cabelo. Ter minha boca e o teu nariz, os olhos podem ser de qualquer um de nós, afinal, nossos ojos são lindos! Eu quero dormir e acordar do teu lado pra sempre, te abraçar, dizer que te amo, desejar bom dia, fazer café-da-manhã, almoço e jantar, assistir televisão e ficar no computador junto. Eu quero ficar do teu lado, ser tua companheira, ser tua amiga, amante, ser tudo o que você precisar, até mesmo professora. Bem, eu poderia ficar aqui escrevendo para sempre, mas já são cinco e treze da manhã. Acho que preciso dormir. Queria que você me ligasse. Enfim.
sábado, 26 de junho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Hoje eu abusei... abusei da sorte. Mas abusei do resto... do resto que fica quando se tira a sorte. Abusei de você. Passei a tarde e a noite falando no mal que você me faz, de como suas garras sujas me prenderam, de como eu não sofro mais, de como o amor acabou... bla bla bla.
Nunca acaba, nunca. Hoje você me fez chorar mais uma vez, eu sei, já jurei que seria a última, aquela vez que nem lembro. Mas hoje você me fez chorar de raiva. É a primeira vez que sinto raiva. Já senti tudo, pena, tristeza, desespero... já chorei por tudo isso, e sempre foi um choro bom, enfim. Hoje te odiei, quis esmagar tua cabeça no meio-fio, quis gritar pra todo mundo esses segredos que não são secretos, eu quis que você se FUDESSE, com o perdão da palavra. E não. Hoje eu quis fazes algo mais da minha vida, algo que não fosse falar de você entre um gole e outro, hoje, por pouco eu não te esqueci. Venho descendo as escadas, vitoriosa... lá está você. Bem, você não pode existir, ou nós dois não podemos existir juntos no mesmo espaço. Eu me descontrolo, eu sufoco, engasgo, falo o que não devo, tropeço nas palavras, bla bla bla. Você me machucou hoje, mas foi a última vez, isso eu posso jurar. Você mentiu pra mim e me machucou. Eu balbuciei o que tava na garganta, não falei nada, andei, pensei, projetei na mente uns bons desaforos que você deveria ouvir, pra se tocar de vez, voltei, mas não tinha ninguém mais sentado lá. Você escapou de mim. Enfim, eu sei que é difícil, porra, sei coisa nenhuma! Você é um fraco! Foi isso que eu voltei pra dizer! Você é um fraco, incapaz de falar a verdade! Incapaz de dizer que não me quer e que vai dormir com ela! Danem-se todos. Danem-se essas malditas lágrimas, e dane-se esse maldito tempo que não passa e só me consome. Vá pro inferno, você, eu, esse vazio repleto de pessoas! Danem-se todas elas... pessoas que eu não quero, que quero, que eu nem sei mais... Posso me permitir esse momento de fraqueza? Pelo menos aqui? Já que amanhã voltarei a agir como se isso pouco me importasse, como se você fosse uma merda... você e todos os outros, e são. Desisti dessa porra de felicidade, e me perdoe o meu pai por tantos palavrões nesse texto, enfim. Posso me permitir esse momento de baixeza? Pelo menos aqui? Já que amanhã voltarei a andar de nariz empinado... uma "lady", nada me tocará, nada me fará chorar ou rir, nada bla bla bla. Já me cansei do meu próprio discurso de liberdade, estou presa demais a ele. Abusei, abusei de tudo, inclusive da sorte, da sorte de ter o amor tranquilo com sabor de fruta mordida. Porra nenhuma! Não papai, não quero mais me casar, nem ter filhinhos... o amor é uma mentira, e quem achar que eu estou errada, ouse me provar o contrário.
domingo, 9 de maio de 2010
Já apaguei o começo desse texto três vezes, não sei o que dizer. Na verdade, dessa vez não estou entalada, mesmo que a sua imagem, comemorando esse dia feliz, me rasgue inteira. Faz tempo que decidi não chorar, mas hoje precisei de algumas lágrimas, eu quis ficar triste por você. Não quero me tornar uma amante clichê, aliás, uma amante platônica clichê. Pela primeira vez, consigo dizer pra alguém, tudo o que me aperta a alma, não temos mais segredos, fora aqueles que existiam antes de sermos um só, separados. Não estamos, não sinto. Eu não sei te explicar, nunca poderei.
Não temos mais nada de colorido um no outro, não nos temos mais. Eu, uma vida de... bem, uma vida leve demais, solta demais... você, uma vida de comercial de margarina, e você acha graça quando digo isso? Nem mais os encontros casuais, nem mais um pouco de cada, na metade do ser, nem um pedaço da pedra que desceu o caminho, nem a nuvem que se desprendeu e formou outra figura tão maluca quanto o resto dela. Não mais nós dois. Eu tentei ser mais você, mas não consegui, e não consegui porque no mundo existem tantos outros iguais, diferentes... que eu ainda quero conhecer, e quem sabe gostar bem mais. Não mais me prender à você, não mais fugir de você, não se preocupe, eu também não entendo. Não quero entender, eu quero somente que isso dure, eu com minha vida leve, você com sua vida da propaganda da "qualidade de vida começa com Qualy"... nós nos encontrando esporadicamente pelos corredores de algum lugar, trocando uma idéia, você vendo o amor nos meus olhos, eu fazendo piada contigo, você rindo feito bobo... Sabe, você é muito bobo, e eu gosto. Eu gosto do teu sorriso, teu olhar infantil... enfim, eu não quero pensar nas coisas que gosto, elas nos aproximam mais, e eu quero me asfastar, mas não vou, cada dia me convenço que não vou nunca fechar a porta pra você. E isso é bom, você virou muitos outros vocês, e eu aprendi a não fechar a porta pra ninguém, entra.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Difinitivamente, é muita coisa pra sentir de uma vez só.
Não.
"Com você sinto tudo de uma vez, e de não aguentar, caio em mim. Nas nóias histórias..."
Quero fugir desse medo, quero fugir de sentir, de pensar, de ter não tendo, sentir, pegar, lamber não tendo e ter ainda, não o todo ou metade, ter de saber, de saber que tem, tenho mesmo, metade ao menos, menos, bem menos da metade.
É culpa da música, a tal músicas de Mercedes:
"Como un pájaro libre de libre vuelo,
Como un pájaro libre así te quiero.
9 meses te tuve creciendo dentro"
Ter de pensar e ter que pensar. Me desmancho, sou só pús e sangue, ainda sou a ferida, tudo dói em mim. As marcas, aquelas marcas, tudo já apodrecendo sem cicatrizar. Gangrena! Tu és a gangrena no corpo tudo. Estar vivo, morto, entrando em decomposição o sentimento. Todos os sentimentos que nem veem de uma vez. Cometas, vários na minha direção, explodo, ardo, seco, viro pó. Quero ser pó, pó assoprado, me misturar com o vento, não me doer mais, não me doa mais, não me. Mate, me mate. Me acabe, me deixe!Me deixe te ter, ter tendo, não tendo, não vá. Não pegue o celular e bata a porta! Não jogue minha chave na escada. Não suba, não volte, não deite, não diga que me ama. Vá, vá, vá, vá.
Não.
"Com você sinto tudo de uma vez, e de não aguentar, caio em mim. Nas nóias histórias..."
Quero fugir desse medo, quero fugir de sentir, de pensar, de ter não tendo, sentir, pegar, lamber não tendo e ter ainda, não o todo ou metade, ter de saber, de saber que tem, tenho mesmo, metade ao menos, menos, bem menos da metade.
É culpa da música, a tal músicas de Mercedes:
"Como un pájaro libre de libre vuelo,
Como un pájaro libre así te quiero.
9 meses te tuve creciendo dentro"
Ter de pensar e ter que pensar. Me desmancho, sou só pús e sangue, ainda sou a ferida, tudo dói em mim. As marcas, aquelas marcas, tudo já apodrecendo sem cicatrizar. Gangrena! Tu és a gangrena no corpo tudo. Estar vivo, morto, entrando em decomposição o sentimento. Todos os sentimentos que nem veem de uma vez. Cometas, vários na minha direção, explodo, ardo, seco, viro pó. Quero ser pó, pó assoprado, me misturar com o vento, não me doer mais, não me doa mais, não me. Mate, me mate. Me acabe, me deixe!Me deixe te ter, ter tendo, não tendo, não vá. Não pegue o celular e bata a porta! Não jogue minha chave na escada. Não suba, não volte, não deite, não diga que me ama. Vá, vá, vá, vá.
domingo, 7 de março de 2010
Nem calor nem frio nesse mês de março. Meses, três, para ser mais exata. Meses sem frio nem calor. Se fosse questão de sensação térmica, diria que hoje estou com frio.
Não quero mais. Uma porção de coisas que eu não quero mais. Eu quero, quero tantas outras porções de coisas, não-coisas, coisetes.
Eu quero falar mais. Eu quero escrever menos. Mas eu quero escrever, e eu não quero falar.
Eu não posso nem falar, nem escrever o que eu quero.
Quero, quero, quero, quero, quero, eu quero.
Eu não quero mais a nostalgia do mês de outubro. Meses, dois pra ser mais exata. Eu não quero mais a nostalgia de outubro e novembro. Eu não quero mais o frio de março, nem a falta de calor e frio de Dezembro, janeiro e fevereiro, que segundo os meteorologistas deveriam ser meses quentes.
Coisas assim acontecem. Por que coisas assim acontecem?
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Acabei de ler uns escritos de Caio Fernando Abreu, que eu não gostava de ler porque achava muito auto-ajuda, adorei.
Quero ter paciência de escrever tudo que tô pensando agora, mas tem umas formigas aqui nas minhas costas, e eu já estou enlouquecendo.
O ano tá acabando, quer dizer, ainda é 15 de dezembro, e ainda faltam mais 15 dias pra frente pro martírio realmente ter fim. Estou quase de férias, faço uma prova hoje de noite e adeus unviersidade até 2010.
Voltando ao Caio Fernando, eu quero mais amor, quero mais olhares, quero mais cheiro, quero mais, afinal.
Passei o ano me conformando em receber migalhas, até finalmente perceber que mereço mais, que posso ter mais, e por isso terei mais.
Eu não quero mais beijos, não quero mais abraços, mais, mais, mais... eu quero é amor mesmo, quero ouvir um eu te amo, quero sentir verdade.
Cansei de ouvir que sou maravilhosa, que sou linda, engraçada, irresistível, eu sou gorda, tenho o cabelo emaranhado e a cara cheia de espinha, minha perna tem estrias e celulites, e minha bunda é horrível, assim como os meus enormes seios! Mesmo assim, sei que mereço ser amada, e que posso ser amada, portanto, me ame.
É, isso não é uma daquelas coisas que podemos obrigar alguém a fazer, o amor vem por acaso, não sei direito como vem, mas ele vem, e consegue ser lindo.
Eu amei várias pessoas na minha vida, amo alguém agora, mas fico pensando se apenas amar fez de mim alguém mais feliz, não fez.
Meus amores foram paixões, foram quereres arrebatadores, eu queria ficar grudada o dia todo, queria absorver e ser absorvida, queria ficar olhando o sorriso toda hora, olhando os olhos, olhando as mãos, é, acho que eu fui feliz, mas não valeu.
Não entendo, eu quero entender, mas eu não consigo. Não consigo confiar, acreditar que alguém realmente me ame, fico achando que serei trocada pela musa de alguma estação a qualquer momento. Acordo achando que ele vai me olhar e dizer: não dá mais.
Não dá mais é pra viver assim, eu preciso de certezas, eu preciso ter uma convicção, preciso acreditar que sou amada, e que serei tão amada que em algum momento não vou mais aguentar e sairá amor pelos meus poros, pelos meus olhos, bocas e demais orifícios.
Não me sinto amada, tão pouco desejada, eu não me sinto, nem sinto nada, e isso é horrível.
Eu amo, devo amar, se não for amor isso que tá aqui como um nó na minha garganta, não sei mais o que é.
Eu vivo chorando, tenho vontade de chorar o tempo todo, porque eu realmente não entendo, eu escutava o "eu te amo" dele, e me soava tão verdadeiro, isso no começo, que foi a dois meses atrás, e já parece que foi uma vida, e tô aqui me queixando com minha filha de quarenta anos.
Agora não escuto mais nada além de "obrigado por me amar", é errado querer ouvir um eu te amo? Acho que não, ainda mais eu, que passei o ano, se não a vida sentimental inteira só escutando palavras profanas sem sentido algum. Logo eu que me sentia vazia, me sentia um trapo, uma sacola de lixo, não, não é errado querer ser uma bolsa cara agora.
Eu queria acabar esse ano feliz, apaixonada, saltitante, mas acho que não vou, não quero esperar dar meia-noite e um minuto pra decidir fazer tudo diferente nesse 2010, talvez eu não consiga honrar minhas decisões, como não consegui esse ano.
Eu não sei mais o que dizer, na verdade só vin aqui escrever para contradizer meu post anterior, onde eu não conseguia escrever nada porque estava feliz, ou vin aqui comprová-lo, já que estou triste e escrevendo. Vou da alegria à tristeza em segundos, talvez eu seja bipolar, ou talvez seja humana, talvez ainda seja adolescente, talvez seja louca, talvez queira só escrever coisas que ninguém vai ler, talvez, talvez.
Quero ter paciência de escrever tudo que tô pensando agora, mas tem umas formigas aqui nas minhas costas, e eu já estou enlouquecendo.
O ano tá acabando, quer dizer, ainda é 15 de dezembro, e ainda faltam mais 15 dias pra frente pro martírio realmente ter fim. Estou quase de férias, faço uma prova hoje de noite e adeus unviersidade até 2010.
Voltando ao Caio Fernando, eu quero mais amor, quero mais olhares, quero mais cheiro, quero mais, afinal.
Passei o ano me conformando em receber migalhas, até finalmente perceber que mereço mais, que posso ter mais, e por isso terei mais.
Eu não quero mais beijos, não quero mais abraços, mais, mais, mais... eu quero é amor mesmo, quero ouvir um eu te amo, quero sentir verdade.
Cansei de ouvir que sou maravilhosa, que sou linda, engraçada, irresistível, eu sou gorda, tenho o cabelo emaranhado e a cara cheia de espinha, minha perna tem estrias e celulites, e minha bunda é horrível, assim como os meus enormes seios! Mesmo assim, sei que mereço ser amada, e que posso ser amada, portanto, me ame.
É, isso não é uma daquelas coisas que podemos obrigar alguém a fazer, o amor vem por acaso, não sei direito como vem, mas ele vem, e consegue ser lindo.
Eu amei várias pessoas na minha vida, amo alguém agora, mas fico pensando se apenas amar fez de mim alguém mais feliz, não fez.
Meus amores foram paixões, foram quereres arrebatadores, eu queria ficar grudada o dia todo, queria absorver e ser absorvida, queria ficar olhando o sorriso toda hora, olhando os olhos, olhando as mãos, é, acho que eu fui feliz, mas não valeu.
Não entendo, eu quero entender, mas eu não consigo. Não consigo confiar, acreditar que alguém realmente me ame, fico achando que serei trocada pela musa de alguma estação a qualquer momento. Acordo achando que ele vai me olhar e dizer: não dá mais.
Não dá mais é pra viver assim, eu preciso de certezas, eu preciso ter uma convicção, preciso acreditar que sou amada, e que serei tão amada que em algum momento não vou mais aguentar e sairá amor pelos meus poros, pelos meus olhos, bocas e demais orifícios.
Não me sinto amada, tão pouco desejada, eu não me sinto, nem sinto nada, e isso é horrível.
Eu amo, devo amar, se não for amor isso que tá aqui como um nó na minha garganta, não sei mais o que é.
Eu vivo chorando, tenho vontade de chorar o tempo todo, porque eu realmente não entendo, eu escutava o "eu te amo" dele, e me soava tão verdadeiro, isso no começo, que foi a dois meses atrás, e já parece que foi uma vida, e tô aqui me queixando com minha filha de quarenta anos.
Agora não escuto mais nada além de "obrigado por me amar", é errado querer ouvir um eu te amo? Acho que não, ainda mais eu, que passei o ano, se não a vida sentimental inteira só escutando palavras profanas sem sentido algum. Logo eu que me sentia vazia, me sentia um trapo, uma sacola de lixo, não, não é errado querer ser uma bolsa cara agora.
Eu queria acabar esse ano feliz, apaixonada, saltitante, mas acho que não vou, não quero esperar dar meia-noite e um minuto pra decidir fazer tudo diferente nesse 2010, talvez eu não consiga honrar minhas decisões, como não consegui esse ano.
Eu não sei mais o que dizer, na verdade só vin aqui escrever para contradizer meu post anterior, onde eu não conseguia escrever nada porque estava feliz, ou vin aqui comprová-lo, já que estou triste e escrevendo. Vou da alegria à tristeza em segundos, talvez eu seja bipolar, ou talvez seja humana, talvez ainda seja adolescente, talvez seja louca, talvez queira só escrever coisas que ninguém vai ler, talvez, talvez.
domingo, 13 de dezembro de 2009
Tenho que lembrar de não esquecer que tenho um blog.
Até porque aqui é meu escape, o lugar por onde escorro minhas angustias e frustrações...
Enfim.
Não sei escrever com gente perto de mim, e ultimamente não sei ficar sozinha também, aí lasca.
Sinto falta dos meus momentos de solidão, mas também não os quero mais, não sei como resolver.
Até porque aqui é meu escape, o lugar por onde escorro minhas angustias e frustrações...
Enfim.
Não sei escrever com gente perto de mim, e ultimamente não sei ficar sozinha também, aí lasca.
Sinto falta dos meus momentos de solidão, mas também não os quero mais, não sei como resolver.
Sei que é preciso calar, e pensar, para se resolver as coisas, mas também não tenho nada pra resolver, e isso em si me estressa. Sou o tipo de pessoa que precisa de uma carga enorme de tristezas, problemas e lamentações pra poder criar. Vivo criando confusões diárias dentro de mim e com o mundo, coisas sem importância ou necessidade, apenas pra eu poder evacuar o que há dentro de mim, aquilo que guardo no instestino e no coração.
Preciso chorar todo o tempo, preciso de uma dor me apertando a alma, preciso de uma fagulha me queimando por dentro, e não venha com essa que sou louca, todos precisamos disso.
É isso, perdi minha inspiração porque agora sou feliz, e não falar sobre felicidade, só sei falar de dor. Porque eu era toda dor, e agora nem isso sou mais. Me reduzi a uma pessoa tipicamente feliz e apaixonada, me tornei uma dessas pessoas que eu odeio todo dia.
Não existo mais, me acabei.
Preciso chorar todo o tempo, preciso de uma dor me apertando a alma, preciso de uma fagulha me queimando por dentro, e não venha com essa que sou louca, todos precisamos disso.
É isso, perdi minha inspiração porque agora sou feliz, e não falar sobre felicidade, só sei falar de dor. Porque eu era toda dor, e agora nem isso sou mais. Me reduzi a uma pessoa tipicamente feliz e apaixonada, me tornei uma dessas pessoas que eu odeio todo dia.
Não existo mais, me acabei.
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