domingo, 19 de abril de 2009

Ontem eu tive um pesadelo e acordei chorando.
Parece mentira, mas foi verdade, não lembro o que foi, mas lembro das lágrimas que caíam dos meus olhos.
Sei que perdi alguma coisa, sei que descolou, e eu tenho medo de admitir, porque isso é sacro demais pra mim, minhas palavras podem macular tudo.
Eu acho que minha mãe tem razão quando diz que eu não presto, claro que tem! As mães sempre tem razão!!
E por eu não prestar, eu tenho medo que isso tudo seja verdadeiro, como eu, um ser tão podre, posso tocar em algo tão sublime! Aliás, como algo tão sublime pode pertencer a mim?
Isso! Não pode, por isso uma hora ou outra vai acabar, e eu fico só esperando, me preparando, para não sofrer muito quando esse dia chegar.
Acho que esse sentimento bom é a única coisa que ainda me torna humana, se eu o perder, então não terei mais nenhuma razão pra continuar aqui, aí então poderei ser o ser "torpe" que eu sempre fui, então não precisarei mais ser tão Déborah, sei lá.
Não gosto desse meu momento, não gosto de estar confusa, não gosto de ser eu.
Eu quero ser mais você, mais madura, eu quero me libertar, eu quero poder viver.

sábado, 18 de abril de 2009

A ironia fede.

Pois é, sem ter com quem gritar, a opção é vir aqui desabafar.
Não, eu realmente não acredito que aquelas palavras sarcásticas e irônicas saíram de você, eu vi seus lábios se mechendo, mas não entendi o som que saía deles na hora, só agora compreendo! Pois é, uma manhã mal dormida faz você pensar.
Eu ainda estou pra decidir se te mato, ou se somente corto relações.
Mas é pra gente aprender que nem todas as pessoas do mundo são iguais, e por mais que uma pessoa pareça ser madura, a qualquer momento ela pode praticar coisas desse tipo, que resumem a simplesnente nada toda aquela admiração que você sentia.
Eu acho sinceramente, que minha vida não diz respeito a ninguém, acho que ninguém pode ver o que se passa na minha cabeça, ninguém pode me entender, portanto, ninguém pode me julgar, muito menos em lugares abertos. Ninguém, muito menos você, que não esteve comigo em situações difíceis, nunca me viu chorar, nunca me viu sorrir verdadeiramente feliz, você não poderia me compreender, então, também não poderia estragar a minha diversão com suas acusações sem fundamento!
Se tem uma coisa que eu não consigo é fazer as coisas sem vontade, e ninguém pode me obrigar a fazê-las! Ninguém pode me obrigar a sentir coisas que eu não sinto!
Sinceramente, isso tudo foi um erro, e a culpada fui eu! Mas isso não lhe dar o direito de posar de vítima, de pessoa magoada. Eu não enganei ninguém, eu disse desde o começo o "B com A" como era, você entrou porque quiz! Então não venha me abraçar e depois soltar suas calúnias infames!
Eu procuro sempre cultivar minhas amizades, procuro entender as pessoas, até mesmo quando elas fazem a pior cagada comigo, porém, existem assuntos que para mim são IMACULADOS, que ninguém tem o direito de tocar, ouviu? NINGUÉM, muito menos você.
Como eu disse, você não entende nada, e não sabe de nada, então não poderia ter falado nada!
E eu poderia até, em outra ocasião tentar te explicar, mas agora não mais, porque sinceramente, eu decidi que não vale à pena!
São com pequenas atitudes que as pessoas mostram quem elas realmente são, e você mostrou, fez a coisa que eu mais odeio nesse mundo! Tratou com ironia um assunto muito sério, então agora, enfin, não importa mais, nada disso, não para mim.
Sem culpa dessa vez.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Constatação.

Não consigo pensar sobre a minha existência sem sentido.
Não há nenhum motivo para eu estar aqui, não há razão para eu ter tudo isso.
Todas essas coisas que fazem parte da minha vida deveriam pertencer a outro ser humano mais digno.
Sim, sou grata por tudo, mas não mereço.
Essa minha existência desregrada, sem apegos e com amor... sim, amor, eu não mereço, mas eu tenho um amor. E eu queria que ele fosse meu pra sempre, mas eu me conheço, eu vou acabar dando um jeito de fazer ele acabar. É o que acontece à pessoas como eu, pessoas que não prestam, elas acabam sozinhas e vazias, sinto que já estou, em parte, assim.

quinta-feira, 9 de abril de 2009


É engraçado como essa sociedade quer a todo momento manipular a gente.
Querem que nós sejamos santos, cheios de pudor!
Desde pequenos colocam esses sentimentos de vergonha na nossa vida, esses sentimentos que não são inatos.
Temos que andar sempre nessa linha que o sistema riscou, sem nos desviramos um centímetro... oh céus! Isso não existe! Somos tão falhos e passíveis de erros. Mas o que é o erro? O que é o certo? Por quem estamos sendo guiados? Que verdade é essa, absoluta, que nos mostram todos os dias?
Que padrão de condulta é esse que estamos seguindo?
Pra quem ficou o caráter? Quem tem caráter?
Se eu for anjo, sou que nem o Moisés (foto), sou um anjo barroco, um anjo que "tenta" e não guarda!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Enfim, esse fim de semana é feriado, é? Deve ser... eu tenho trilhões de coisa da universidade pra fazer, mas não tenho cabeça pra raciocinar.
Fico só pensando e pensando, e não me concentro em nada mais, vou abandonar essa internet, fazer algo útil da minha vida, vou valorizar as pessoas que acreditam em mim, e confiam em mim, mesmo eu sendo essa bosta que eu sou, mesmo eu não prestando pra nada, e não merecendo nada.
Putamerda, eu ando querendo só sumir, e esse é um sentimento enfêmero, porque no outro dia a gente amanhece bem e agradecendo por estar vivo, mas hoje, só por hoje, eu queria me jogar do prédio mais alto, e ter a morte mais dolorosa, pra pagar com a minha dor, a dor e decepção que causo nas pessoas.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Eu nunca encarei a morte como o fim, é apenas um começo, um pedaço da eternidade que temos pela frente.
Eu não consigo mais viver comigo, não posso fugir de mim também, então qual saída terei?
Cada dia que passa é um suplício de vontades e desejos que não poderei realizar.
Esse querer me rasga toda por dentro, me maltrata... não, eu definitivamente não suporto mais viver com isso.
Ando cansada, apática, essa não sou eu. Onde me perdi? Em que lapso de tempo ficou minha alma? Por que, em nome de Deus, eu não consigo mais sentir? Nem amor, nem ódio, nem prazer, nem nojo? Eu apenas fico parada, voluntariamente.
Eu não costumava ser isso que me tornei, eu não mentia, não enganava, não fingia, nunca usei máscaras, mas agora, é assim todo o tempo, e eu não consigo sair disso.
Eu preciso me ver livre de mim o mais rápido possível.
Não, não tenho instinto auto-destrutivo, eu sou só um ser que chora sem razão aparente, que tem saudades do que nem conheci ainda, se sinto uma coisa eh falta de querer morrer por alguém, não sei o que me tornei, mas não gosto disso.

domingo, 8 de março de 2009

Desculpe estou um pouco atrasado.

Tão cheia de mim mesma que estou prestes a estourar.

Até as palavras me faltam, e eu não sinto mais nada, é somente por elas que estou aqui.

Sinto que o brilho se apaga aos poucos, e eu bem sabia que seria assim, tenho uma certa premonição com essas coisas.
A gente quer fazer tudo diferente do que fez, pra ver se acerta, mas o costume faz a gnt fazer tudo igual, e tudo acaba dando igualmente errado.
E esse tudo, esse oco de nada.
Tenho medo é bem verdade, é que o costume acomoda a gente, e isso dói.
O medo dói, tudo dói... e não tem aspirina no mundo que cure essa dor que é por dentro.
Não sei bem explicar, é como se o arco-íris num instante passasse de colorido pra cinza, e depois desaparecesse levando com ele a alegria dos dias de pós-chuva.
Eu não sei sentir, mas sinto muito por ter se apagado a luzinha que fazia o sorriso vir a face, vai ver foi minha culpa, não sei bem como fazer as coisas darem certo... eu bem tento, mas é tão difícil, acho que desisti.
E quem vai dizer tchau?
Acho que é isso.