quinta-feira, 9 de abril de 2009


É engraçado como essa sociedade quer a todo momento manipular a gente.
Querem que nós sejamos santos, cheios de pudor!
Desde pequenos colocam esses sentimentos de vergonha na nossa vida, esses sentimentos que não são inatos.
Temos que andar sempre nessa linha que o sistema riscou, sem nos desviramos um centímetro... oh céus! Isso não existe! Somos tão falhos e passíveis de erros. Mas o que é o erro? O que é o certo? Por quem estamos sendo guiados? Que verdade é essa, absoluta, que nos mostram todos os dias?
Que padrão de condulta é esse que estamos seguindo?
Pra quem ficou o caráter? Quem tem caráter?
Se eu for anjo, sou que nem o Moisés (foto), sou um anjo barroco, um anjo que "tenta" e não guarda!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Enfim, esse fim de semana é feriado, é? Deve ser... eu tenho trilhões de coisa da universidade pra fazer, mas não tenho cabeça pra raciocinar.
Fico só pensando e pensando, e não me concentro em nada mais, vou abandonar essa internet, fazer algo útil da minha vida, vou valorizar as pessoas que acreditam em mim, e confiam em mim, mesmo eu sendo essa bosta que eu sou, mesmo eu não prestando pra nada, e não merecendo nada.
Putamerda, eu ando querendo só sumir, e esse é um sentimento enfêmero, porque no outro dia a gente amanhece bem e agradecendo por estar vivo, mas hoje, só por hoje, eu queria me jogar do prédio mais alto, e ter a morte mais dolorosa, pra pagar com a minha dor, a dor e decepção que causo nas pessoas.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Eu nunca encarei a morte como o fim, é apenas um começo, um pedaço da eternidade que temos pela frente.
Eu não consigo mais viver comigo, não posso fugir de mim também, então qual saída terei?
Cada dia que passa é um suplício de vontades e desejos que não poderei realizar.
Esse querer me rasga toda por dentro, me maltrata... não, eu definitivamente não suporto mais viver com isso.
Ando cansada, apática, essa não sou eu. Onde me perdi? Em que lapso de tempo ficou minha alma? Por que, em nome de Deus, eu não consigo mais sentir? Nem amor, nem ódio, nem prazer, nem nojo? Eu apenas fico parada, voluntariamente.
Eu não costumava ser isso que me tornei, eu não mentia, não enganava, não fingia, nunca usei máscaras, mas agora, é assim todo o tempo, e eu não consigo sair disso.
Eu preciso me ver livre de mim o mais rápido possível.
Não, não tenho instinto auto-destrutivo, eu sou só um ser que chora sem razão aparente, que tem saudades do que nem conheci ainda, se sinto uma coisa eh falta de querer morrer por alguém, não sei o que me tornei, mas não gosto disso.

domingo, 8 de março de 2009

Desculpe estou um pouco atrasado.

Tão cheia de mim mesma que estou prestes a estourar.

Até as palavras me faltam, e eu não sinto mais nada, é somente por elas que estou aqui.

Sinto que o brilho se apaga aos poucos, e eu bem sabia que seria assim, tenho uma certa premonição com essas coisas.
A gente quer fazer tudo diferente do que fez, pra ver se acerta, mas o costume faz a gnt fazer tudo igual, e tudo acaba dando igualmente errado.
E esse tudo, esse oco de nada.
Tenho medo é bem verdade, é que o costume acomoda a gente, e isso dói.
O medo dói, tudo dói... e não tem aspirina no mundo que cure essa dor que é por dentro.
Não sei bem explicar, é como se o arco-íris num instante passasse de colorido pra cinza, e depois desaparecesse levando com ele a alegria dos dias de pós-chuva.
Eu não sei sentir, mas sinto muito por ter se apagado a luzinha que fazia o sorriso vir a face, vai ver foi minha culpa, não sei bem como fazer as coisas darem certo... eu bem tento, mas é tão difícil, acho que desisti.
E quem vai dizer tchau?
Acho que é isso.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Hate.







Hoje eu acordei em cólera, para variar...

Sim, sim, acordei querendo que o mundo inteiro fosse se danar.
Definitivamente eu odeio a moral, odeio os bons costumes, odeio o caráter, e sim DETESTO a tal vergonha na cara que me cobram todos os dias!
Hahahahaha, e sou feliz assim, há quem duvide?
Odeio pessoas certinhas demais, e santinhas demais, com seus sorrisos fingidos e amarelos, odeio gente que faz coisa sem vontade, sem amor, por obrigação.
Sim, eu amo o meu modo de vida com milhares de coisas pra melhorar, e não vai ser nenhum senhor dignidade e respeito que vai me dizer o que tenho ou não que fazer...
O mundo eh grande, e eu vou andar com meus pés.
Há quem duvide?
Eu odeio essa hipocrisia todoa que me cerca, eu simplesmente odeio esses sorrisnhos forçados, e essas conversas que adentram a madrugada, odeio menininhas santinhas e purinhas que trepam escondido, sim, elas trepam escondido, e elas tem um fogo enorme que elas não conseguem apagar, e você vem me julgar? Você vem falar mal de mim? De mim?
Não, eu não admito que ninguém meta o bedelho na minha bendita vida, eu não admito que nignuém conte meus passos, nem que julgue meus atos.
Detesto que pensem que por eu ser cristã eu tenho que ser tonta!
Que se danem todos vocês!
Eu não sei ser mosca morta, não sei ter sangue de barata, meu sangue é vermelho, ele é escarlate, ele pulsa nas minhas veias, e cada batimento do meu coração pede que eu viva, e viva mais e mais, não pra servir a essa maldita sociedade, me curvar perante esse maldito sistema, siiim, ele ia de encontro ao sistema e ele vai, e eu bato palmas, mesmo o odiando!
E sim, menininhas e suas mensagenzinhas por celular. Pensam que estão enganando alguém!
òh senhores, o mundo já lhes deu os filhos perfeitos, agora criem, manipulem e façam deles seus líderes, eu ne retiro dessa conversa e dessa sujeira toda.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Poucas vezes na vida eu tive que tomar uma decisão tão forte.
Uma coisa que vai mudar minha vida daqui pra frente, e não é exagero.
É a consequência de decidir entre o certo e o errado.
Dói demais, tá doendo, mas eu sei que foi o melhor, e sei que assim ficarei em paz.
É só o que busco, minha paz.
Eu não sou do tipo que traz paz pra ninguém, eu tô buscando a minha, e é tão difícil de encontrar.
Tô meio que com um buraco no peito.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Fórum Social Mundial





Uma semana depois de encerrado o fórum, venho aqui contar um pouco da experiência que tive como participante dele e do Acampamento Intercontinental da Juventude.
A proposta inicial do Fórum era a de mudar o mundo, e não me venham com utopias de mudança.
O tema um outro mundo é possível me fez refletir (mais uma vez lembrando que estou contando a MINHA experiência).
Um outro mundo é possível pra quem? Ou pra que? Ou até mesmo com o que?
Hugo reafirmou o discurso acrescentando que um outro mundo não era apenas possível, mas também necessário, e certamente que é, mas quem obrará essa mudança? Nós?
Acho que não. Não essa nossa geração, não estamos preparados. E é realmente muito triste admitir, mas pra que enganarmos a nós mesmos?
O que eu presenciei no Fórum não foi uma geração que queria mudança, mas sim uma geração que estava de férias em Belém do Pará.
Era um camping de férias com comidas caras, banhos de diários de sol, muita maconha, muito álcool, muita música, muito agarramento e muita curtição.
Aí me pergunto se ao menos 50% das pessoas que estavam lá ao menos leram a carta de princípios do Fórum.
Obviamente não. E essa resposta ficava mais clara a cada dia.
Assim que chegamos fomos ao credenciamento da caravana, ok, tudo certo, por mais que os atendentes parecessem despreparados, eles compriram bem a missão. Tudo bem até aí.
Chegamos dia 26, um dia antes do programado para início do fórum.
Fomos armar as barracas, área de camping que nos foi reservada estava até boa, aí como é boa? Bem, apararam o mato, e fizeram umas valas para que a água da chuva escoasse sem inundar nossas humildes barracas, como era de tarde não vimos os perigos eminentes. Logo que a noite chegou ficamos completamente no escuro, não tinha um poste de iluminação sequer no acampamento, todo mundo no escuro, cegos guiando cegos.
Antes de irmos fomos informados que policiais civis, militares, federais, guarda nacional estariam lá fazendo nossa segurança, mas nçao vi vivo guarda sequer protegendo absolutamente nada.
Muita coisa ainda estava por terminar, tendas onde se realizariam os debates ainda estavam por montar, os banheiros ainda estavam por terminar, enfim, o evento ainda seria no outro dia, então ainda havia uma desculpa.
Bem, no outro dia apareceram os cavaleiros em seus cavalos, ou policiais, para nossa segurança, ou nossa humilhação, vai saber.
Como abertura do Fórum, ocorreu uma "passeata" pela cidade, onde os participantes iriam levantar a bandeira de seus movimentos sociais, iriam mostrá-los a população local.
Até aí tudo bem, mas na verdade a passeata parecia mais o carnaval fora de época de Salvador, cada um no seu bloco.
De volta ao acampamento era noite de festa, sim, nem parecia um evento social, era Woodstock, sei lá. Drogas para todos os gostos e nacionalidades, amor livre...
Bem, no outro dia começaria realmente o Fórum, mesas redondas, debates, discussões, palestras... mas quem foi? Quem se interessava? As coisas começavam as 8h da manhã, mas na verdade a noite para a maioria estava acabando as 8h da manhã, então obviamente, era uma minoria que participava das atividades propostas pelo Fórum.
Inúmeras oficinas canceladas, por que? Primeiro porque as prórpias pessoas que escreviam as oficinas não iam ministrá-las, e segundo porque quase ninguém aparecia para prestigiar.
E foi nesse pique que se desenrolou o restante dos dias do Fórum. E essa, acreditem, é minha maior revolta.
Como? Em nome de Deus! Essa geração pode tornar possível um outro mundo? Se eles não tornam possível uma mudança nem pra vida deles?
Como uma geração que só busca as próprias satisfações pode mudar o mundo?
Como essa geração que perde tempo bebendo, fumando e se prostituindo vai mudar alguma coisa em algum tempo?
Não estou aqui querendo fazer demagogia, ou tentando ser preconceituosa, acreditem, não sou mesmo.
Mas acho que há tempo para tudo na vida. Primeiro vem as responsabilidades, e depois o divertimento.
Estávamos lá para que? Então não há nem o que discutir.
O próprio Fórum disponibizava todos os dias atividades culturais noturnas para os participantes, mesmo sendo do outro lado da cidade é verdade, mas tinha uma hora de encerramento, para que não atrapalhasse o andamento das atividades matinais, mas acho que eles não contavam que os participantes tinham ido tirar férias lá.
Se você encontrar uma pessoa que participou do fórum, pergunte a ela uma, pelo menos uma decisão que foi tomada no fórum, pergunte um tema de um debate, um tema de uma palestra. Mas se ela não souber responder, você pergunta o nome do melhor bar de Belém, os das bandas que tocaram nesse bar.
Na verdade foi assim que ocorreu o Fórum, uma verdadeira vergonha, uma palhaçada!
E me deixou com a certeza que um outro mundo realmente é possível, com falta de respeito, consumismo e muita, muita droga, para todos os gostos e nacionalidades.
Um pedido de desculpas a quem foi realmente buscando melhorar alguma coisa nisso tudo que vivemos.