segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Poucas vezes na vida eu tive que tomar uma decisão tão forte.
Uma coisa que vai mudar minha vida daqui pra frente, e não é exagero.
É a consequência de decidir entre o certo e o errado.
Dói demais, tá doendo, mas eu sei que foi o melhor, e sei que assim ficarei em paz.
É só o que busco, minha paz.
Eu não sou do tipo que traz paz pra ninguém, eu tô buscando a minha, e é tão difícil de encontrar.
Tô meio que com um buraco no peito.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Fórum Social Mundial





Uma semana depois de encerrado o fórum, venho aqui contar um pouco da experiência que tive como participante dele e do Acampamento Intercontinental da Juventude.
A proposta inicial do Fórum era a de mudar o mundo, e não me venham com utopias de mudança.
O tema um outro mundo é possível me fez refletir (mais uma vez lembrando que estou contando a MINHA experiência).
Um outro mundo é possível pra quem? Ou pra que? Ou até mesmo com o que?
Hugo reafirmou o discurso acrescentando que um outro mundo não era apenas possível, mas também necessário, e certamente que é, mas quem obrará essa mudança? Nós?
Acho que não. Não essa nossa geração, não estamos preparados. E é realmente muito triste admitir, mas pra que enganarmos a nós mesmos?
O que eu presenciei no Fórum não foi uma geração que queria mudança, mas sim uma geração que estava de férias em Belém do Pará.
Era um camping de férias com comidas caras, banhos de diários de sol, muita maconha, muito álcool, muita música, muito agarramento e muita curtição.
Aí me pergunto se ao menos 50% das pessoas que estavam lá ao menos leram a carta de princípios do Fórum.
Obviamente não. E essa resposta ficava mais clara a cada dia.
Assim que chegamos fomos ao credenciamento da caravana, ok, tudo certo, por mais que os atendentes parecessem despreparados, eles compriram bem a missão. Tudo bem até aí.
Chegamos dia 26, um dia antes do programado para início do fórum.
Fomos armar as barracas, área de camping que nos foi reservada estava até boa, aí como é boa? Bem, apararam o mato, e fizeram umas valas para que a água da chuva escoasse sem inundar nossas humildes barracas, como era de tarde não vimos os perigos eminentes. Logo que a noite chegou ficamos completamente no escuro, não tinha um poste de iluminação sequer no acampamento, todo mundo no escuro, cegos guiando cegos.
Antes de irmos fomos informados que policiais civis, militares, federais, guarda nacional estariam lá fazendo nossa segurança, mas nçao vi vivo guarda sequer protegendo absolutamente nada.
Muita coisa ainda estava por terminar, tendas onde se realizariam os debates ainda estavam por montar, os banheiros ainda estavam por terminar, enfim, o evento ainda seria no outro dia, então ainda havia uma desculpa.
Bem, no outro dia apareceram os cavaleiros em seus cavalos, ou policiais, para nossa segurança, ou nossa humilhação, vai saber.
Como abertura do Fórum, ocorreu uma "passeata" pela cidade, onde os participantes iriam levantar a bandeira de seus movimentos sociais, iriam mostrá-los a população local.
Até aí tudo bem, mas na verdade a passeata parecia mais o carnaval fora de época de Salvador, cada um no seu bloco.
De volta ao acampamento era noite de festa, sim, nem parecia um evento social, era Woodstock, sei lá. Drogas para todos os gostos e nacionalidades, amor livre...
Bem, no outro dia começaria realmente o Fórum, mesas redondas, debates, discussões, palestras... mas quem foi? Quem se interessava? As coisas começavam as 8h da manhã, mas na verdade a noite para a maioria estava acabando as 8h da manhã, então obviamente, era uma minoria que participava das atividades propostas pelo Fórum.
Inúmeras oficinas canceladas, por que? Primeiro porque as prórpias pessoas que escreviam as oficinas não iam ministrá-las, e segundo porque quase ninguém aparecia para prestigiar.
E foi nesse pique que se desenrolou o restante dos dias do Fórum. E essa, acreditem, é minha maior revolta.
Como? Em nome de Deus! Essa geração pode tornar possível um outro mundo? Se eles não tornam possível uma mudança nem pra vida deles?
Como uma geração que só busca as próprias satisfações pode mudar o mundo?
Como essa geração que perde tempo bebendo, fumando e se prostituindo vai mudar alguma coisa em algum tempo?
Não estou aqui querendo fazer demagogia, ou tentando ser preconceituosa, acreditem, não sou mesmo.
Mas acho que há tempo para tudo na vida. Primeiro vem as responsabilidades, e depois o divertimento.
Estávamos lá para que? Então não há nem o que discutir.
O próprio Fórum disponibizava todos os dias atividades culturais noturnas para os participantes, mesmo sendo do outro lado da cidade é verdade, mas tinha uma hora de encerramento, para que não atrapalhasse o andamento das atividades matinais, mas acho que eles não contavam que os participantes tinham ido tirar férias lá.
Se você encontrar uma pessoa que participou do fórum, pergunte a ela uma, pelo menos uma decisão que foi tomada no fórum, pergunte um tema de um debate, um tema de uma palestra. Mas se ela não souber responder, você pergunta o nome do melhor bar de Belém, os das bandas que tocaram nesse bar.
Na verdade foi assim que ocorreu o Fórum, uma verdadeira vergonha, uma palhaçada!
E me deixou com a certeza que um outro mundo realmente é possível, com falta de respeito, consumismo e muita, muita droga, para todos os gostos e nacionalidades.
Um pedido de desculpas a quem foi realmente buscando melhorar alguma coisa nisso tudo que vivemos.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Todos procuram a paz e a tranquilidade, procuram uma plenitude, um descanso para alma.
Procuram razão para existir, um motivo que seja aceitável para estar aqui.

Não é fácil aceitar um mundo como esse em que vivemos, não é fácil aceitar que a culpa é nossa.

A culpa para eu não ter paz é exclusivamente minha, fruto de minhas escolhas.


Tudo o que eu fiz me trouxe, me deixou exatamente onde me encontro agora, e a mudança está a uma decisão de distância, espero poder fazer a coisa certa quando a hora chegar.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Eu ando com uma raiva tão grande de mim mesma.
Eu nasci com essa predisposição a fazer coisas erradas.
Não consigo me controlar, não sei o que é isso. A vontade vem, e eu sei que eu devia dizer não, mas eu não consigo, sou tão passiva.
E o pior de tudo é que não vale nunca a pena, e eu sempre me sinto uma merda depois que faço. E mesmo assim não paro, insisto e insisto em fazer de novo como se tivesse uma chance de dar certo, e o mundo se render aos meus pés.
Nasci com essa maldita mania de achar que todos devem se render a mim, e quando isso não dá certo e eu percebo que o esforço foi em vão, me sinto assim.
Como se as pessoas fossem obrigadas a me amar.
Logo eu, esse poço de candura.
¬¬'
Sabe na verdade qual é a minha raiva?
E se eu não falar eu vou explodir!
Tenho que desabafar ao menos aqui.
¬¬'
Eu fiz tuuuuudo, fui o mais simpática possível, desperdicei hooooooras do meu precioso tempo, eu tentei, eu fui educada, fui legal, amiga, companheira, brincalhona, fui sincera, andei, corri na chuva, fiquei pensando, e tudo pra que? Pra só levar patada!
Eu queria ser ao menos um pouco mais corajosa, pra olhar na tua cara de novo, e te mandar tomar bem dentro do seu orifício central.
Pronto, desabafei.
Não se toca mais nesse assunto.



Justificar"Na vida tudo é fruto de suas escolhas. Se você planta traição não espere colher amor em troca."

terça-feira, 20 de janeiro de 2009



=/

"Se a paixão fosse realmente um bálsamo, o mundo não pareceria tão equivocado."



Ás vezes ela não pode curar tudo, as feridas.
Então comofaz?
Pra ser realmente feliz?

domingo, 18 de janeiro de 2009

Kurt já dizia: "eu me odeio e quero morrer."


Me odeio porque sou fraca, e me odeio porque penso uma coisa e faço outra, que acaba me machucando depois.
Não aguento mais alegrias passageiras que me enchem de culpa depois.

Eu quero mais, mais dessa vida, eu quero e preciso de mais amor, às vezes acho que preciso de tanto, que ninguém possa nem me dar.
Será que vou acabar sozinha?

Será que um dia isso tudo mudará? Será que um dia minha consciência descansará em paz?
Será que um dia todas essas mentiras acabarão? Será que serei plenamente feliz?

Plenitude, me explica o que é isso.
Eu preciso de alguém que me ajude a ficar bem, que me puxe pra cima, sinto que me afundo nesse poço escuro cada dia mais.


Preciso de um copo de felicidade, bem cheio.